“O que sabemos é uma gota e o que ignoramos é um oceano”. Sir Issac Newton. Quando frequentamos um bom curso, o normal é que nos sejam apresentados os objetivos que perseguiremos durante as aulas. Desta forma, poderemos iniciar uma comparação quanti-qualitativa entre aquilo que sabemos fazer, o que julgamos saber fazer (semissaber) e o que não sabemos fazer. Provavelmente, iremos considerar o curso como aproveitável quando os índices quanti-qualitativos de saberes forem capazes de nos conduzir a uma prática produtiva. Ou seja, andragogicamente falando, quando as competências forem apropriadas e tivermos as habilidades necessárias para fazer o que nos foi proposto. Afinal, quando os Departamentos de Recursos Humanos enviam seus colaboradores para uma sala de aula, o mínimo que esperam como resultado é que o investimento realizado seja maior ou proporcional ao empoderamento laboral que advirá pelas competências apropriadas (saber fazer). Porém, alguns cursos não fazem isto, não é verdade? Não medem (seja da forma que for) o quanto os participantes aprendem. Não são capazes dizer o quanto “evoluiu-se” do não saber fazer, para o semissaber fazer, e, do semissaber fazer para o saber fazer. Ao final, apenas, entregam certificados de participação, (aliás, acredito que esta palavra Certificação é muito mal empregada), onde 75% de presença é o ponto de corte. O que se percebe é que há uma procura por cursos que oferecem uma prova de certficação ao seu final. Trabalho como coordenador e docente em vários “cursos”, inclusive, criando novos modelos e formatos, e,recebo incontáveis questionamentos sobre este assunto. Invariavelmente, os interessados perguntam se há uma preparação para a certificação, ou mesmo, uma oferta de prova ao final do curso. Isto é um sinal contundente que o “certificado” de participação já não é mais suficiente, mesmo quando emitido por uma instituição tradicional e conceituada. Agora, imagine quando é emitido por quem desconhece o que significa plano de curso, plano de aula, técnicas e métodos de ensino para adultos (andragogia) e ” coisas semelhantes”. Diante deste cenário, não é incomum que a valorização por um Certificado (no uso mais correto da expressão) Internacional seja cada vez mais requisitada, quer pelos alunos, quer pelo mercado. Aqueles que acreditam não ser necessário uma Certificação como prova de conhecimentos do Saber Fazer, provavelmente, não tenham esta mesma postura quando vão a um consultório médico ou dentário, a um escritório de contabilidade, jurídico ou a uma assistência técnica. Todos, sem excessão, partem da prerrogativa que estes profissionais são CERTIFICADOS pelos seus formadores e por quem eles representam.Incrível que, quando se trata das Novas Tecnologia da Informação e Comunicação, somos muito mais complacentes do que em outras áreas. E, você o que pensa sobre isto?