Você sabe o que é meta-coaching?

Especialista americano fala sobre abordagem que busca levar pessoas a elevar ao máximo o desempenho e o significado no que fazem

Redação Administradores,

O que é meta-coaching? Na entrevista a seguir, o especialista americano Michael Hall, criador da neurossemântica e do meta-coaching, doutor em psicologia cognitivo-comportamental e autor de mais de 45 livros sobre o tema, explica o que é esse modelo de coaching que transcende as abordagens tradicionais focadas somente em performance.

Ao aliar desempenho com significados - que resumem todos os fatores internos que apoiam a liberação de potenciais - será possível alcançar a autorrealização. Hall também fala como é o preparo para empoderar líderes e como se deve dar feedback.

Michael Hall

O meta-coaching seria a aplicação prática da neurossemântica que o senhor mesmo criou?

Michael Hall - Sim, o Meta-Coaching é umas das expressões práticas da Neurossemântica. Isso se traduz na disciplina agora chamada de "Coaching" como fazer isso com os modelos da PNL e da Neurossemântica. O sistema Meta-Coaching surgiu da modelagem de experts de ponta em coaching executivo, de grupo e de vida. Portanto, ele não surgiu com teorias ou processos, mas de experts que fizeram seu nome no mercado, eram reconhecidos na área de coaching e obtiveram tanto sucesso a ponto de manter uma boa qualidade de vida somente com o coaching.

O que diferencia basicamente o meta-coaching do coaching tradicional, que os brasileiros já conhecem?

Michael Hall - O Meta-Coaching difere do coaching típico de duas maneiras – ele é extremamente sistemático de maneira que o coach sabe o que fazer, quando fazer o quê, com quem é mais apropriado, como fazer de maneira eficaz, e porque fazer uma coisa em particular. Ele também é extremamente sistêmico – parte do princípio que as pessoas são sistemas (sistemas corpo-mente-emoção) que vivem dentro de múltiplos sistemas (familiar, negócios, religioso, étnico, cultural, etc.), então ele trabalha com diversas variáveis ao mesmo tempo. Isso faz com que o Meta-Coaching seja completo e prático.

Ao adquirir um cargo de chefia, há trabalhadores que pedem para voltar à posição anterior porque não se sentem preparados ou confortáveis para ser encarados como chefes pelos colegas de trabalho. Possivelmente, isso ocorre devido ao significado de ser chefe para essas pessoas. Em situações como essas, como o trabalho de meta-coaching ajuda a enfrentar os novos desafios, a perceber o que se deseja de fato? Na sua prática, quais são os principais pontos que impedem a evolução na carreira?

Michael Hall - Uma grande parte do Meta-Coaching trabalha para preparar as pessoas para assumirem cargos de liderança e isso significa um amplo espectro de competências – a habilidade de confrontar os outros, dar feedback, detectar padrões, inspirar e assim por diante. Sem essas habilidades, a liderança será fraca e não irá funcionar. A liderança requer treinamento e desenvolvimento de competências. Frequentemente isso requer mentoring e coaching como apoio. Sem isso as pessoas podem ter alguns choques, estar despreparadas e ter experiências negativas. Se uma pessoa não quiser liderar, sua liderança será fraca e ineficaz. Tão obviamente, promover a um nível de incompetência é o que acontece frequentemente. Para preparar alguém para a liderança, é preciso inspirar, estabelecer enquadramentos e empoderar com as habilidades necessárias.

No ambiente corporativo, o feedback costuma ser o momento de instaurar atritos, desentendimentos, remorsos entre chefes e subordinados. A partir da sua experiência, qual é a melhor forma de dar feedback?

Michael Hall - No Meta-Coaching, o feedback é descritivo e com base sensorial. Não é avaliativo, não é a opinião de uma pessoa. E assim, é de alta qualidade e porque é de qualidade – quase nunca causa mal-entendidos. Além disso, o Meta-Coach (especialista) aprende como enquadrar o feedback para que ele seja recebido como é dado – algo para ajudar a outra pessoa.

Quando ele deve ser dado - imediatamente ao fato ou no momento mais oportuno em que ambos estejam preparados?

Michael Hall - Feedback de alta qualidade ocorre tão imediatamente quanto for possível em relação à experiência. Ainda melhor do que "depois" da experiência, é "enquanto" a experiência está acontecendo. Dar feedback é baseado de acordo com a qualidade da escuta e de receber feedback. Então essas duas habilidades são requeridas antes de qualquer tentativa de feedback. Feedback também é algo que deve ser dado em rapport (harmonia, conexão) com a outra pessoa – aquele que dá feedback tem que conquistar o direito de ter a confiança do outro fazendo isso.

Qualquer pessoa pode passar pelo processo de meta-coaching ou há restrições?

Michael Hall - O coaching foi criado como uma maneira de desafiar as pessoas a crescerem e tornarem-se a melhor versão delas mesmas, então se um coach não está pronto para esse nível de desafio, ele não está pronto para fazer isso com outras pessoas. Então a resposta é sim, um pré-requisito do Meta-Coaching é a pessoa estar basicamente saudável psicologicamente.

O coaching tradicional é feito em 10 sessões, por exemplo, para se atingir determinada meta. Como é o processo da definição das sessões no meta-coaching?

Michael Hall - Um programa de Meta-Coaching pode ser feito em uma sessão (uma sessão de uma vez só, de estilo livre) ou um programa de 7, 10 ou mais sessões. Depende do Meta-Coach (especialista) em particular.

Serviço

Michaell Hall dará pela primeira vez no Brasil o Curso Meta-Coaching, que é baseado nas Ciências Cognitivas da Programação Neurolinguística (PNL) e Neurossemântica (NS), bem como na Psicologia de Autorrealização de Maslow e Rogers. Será realizado entre os dias 15 e 22 de setembro, das 9h às 21h, em Mendes, interior do Rio de Janeiro, em treinamento intenso e específico, com a organização do Instituto de Neurolinguística Aplicada (INAp). 

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Tags: carreira meta-coaching