Princípios de Crescimento das organizações

06 de agosto de 2008 às 11:42

Princípios de Crescimento das organizações 

Uma proposição estratégica

Estudiosos dos processos de Gestão Institucional se debruçam sobre as possíveis razões porque algumas Instituições crescem e outras não. O contexto nacional e setorial, bem como a trajetória de aprendizagem da organização constitui limites e possibilidades para seu processo de crescimento. Não há receitas mágicas ou um único caminho para o sucesso.
A reposta que ansiosamente procuramos, não está, na maioria das vezes, em livros, palestras e ensinamentos de gurus, ou seja, nos aspectos tangíveis e técnicos.
Baseando nas estatísticas elaboradas após 10 anos de pesquisa, em mais de 1.000 instituições ao redor do mundo, em 32 países, Cristian A. Schwarz, chegou a conclusões surpreendentes. O pesquisador desmente alguns mitos e preconceitos enraizados e apresenta princípios de crescimento que comprovadamente funcionam nos cinco continentes.
Um aspecto marcante da visão do pesquisador é que o processo de desenvolvimento nas cadeias produtivas e de serviços encontra particularidades muito distintas em função da posição que ocupa a organização que se desenvolve. Se as organizações conseguirem abstrair e implantar algumas condições para o processo de desenvolvimento e qualidades necessárias, o desenvolvimento organizacional será automático.
Não podemos desconsiderar o cenário externo, fatores tais como:

1. Políticas Públicas que possibilitem a viabilidade e continuidade das organizações privadas;
2. A queda no número de clientes nas Instituições;
3. Oferta em proporções muito maiores que a procura;
4. Um menor número de clientes fidelizados devido a busca de menores preços;
5. A perda do poder aquisitivo do brasileiro nos últimos anos.

Ainda que os ventos soprem fortemente contra nós e que o caminho que as empresas precisam trilhar seja íngreme, devemos nos atentar para o fato de que nem sempre esses são os problemas reais. A dificuldade de crescimento continuará a existir, mesmo que as condições externas sejam mais favoráveis.

DESENVOLVIMENTO NATURAL

As leis do crescimento orgânico

O NATURAL DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES

“Muitos conceitos de crescimento das organizações só se fixam nos frutos, mas não consideram as raízes, que de fato produzem esses frutos”
Cristian A. Schwarz

Uma lição milenar, para nos ajudar a entender o processo se encontra no evangelho de Mateus 6:28 “Considerai como crescem os lírios do campo”. A palavra grega, que está por trás de “Considerai”, KATHAMATHESE, significa mais do que simplesmente “considerar” é a forma intensiva de MANTHANO, SIGNIFICA “aprender, examinar e pesquisar com toda a dedicação”.

O que devemos observar, pesquisar, examinar, com tanta obsessão?

É claro que não é a beleza dos lírios, mas os seus mecanismos de crescimento.

OITO MARCAS DE QUALIDADE BASEADAS NAS PESQUISAS DE CRISTIAN A. SCHWARZ

Será que existem marcas qualitativas que estão mais fortemente presentes em algumas Instituições do que em outras?
Será que o desenvolvimento dessas Instituições está no desenvolvimento dessas marcas de qualidade mais no esforço de querer trazer o crescimento para a organização?

1. Liderança Capacitadora – Os Líderes Institucionais geralmente buscam reproduzir modelos adotados em grandes organizações. O Conceito de grandes organizações é diferente de Organizações que crescem. Esse aspecto observado constatou que na maioria das empresas que crescem as Lideranças são mais voltadas para relacionamentos do que para processos. Apostam no trabalho de equipe e investem em capacitação de outras lideranças. A Pirâmide de autoridade é invertida e o papel de cada líder é ajudar a cada membro do seu grupo a chegar à medida de plenitude desejada, nas competências e habilidades.
2. Cultivam o auto conhecimento e auto desenvolvimento – Investem a maior parte de seu tempo em discipulado pessoal,delegação e multiplicação. A energia investida no processo torna-se SINERGIA e a conseqüência é a auto-organização.Trabalho orientado segundo habilidades e competências individuais. Com cada membro da equipe atuando no ligar certo e na função onde se sente confortável, o desenvolvimento da empresa, deixa de ser um comprometimento de poucos estrategistas e passa a ser o aspecto fundamental na vida de cada agente inserido no processo.
3. Entusiasmo Contagiante - A empresa passa a ter características de uma comunidade inspirada. Quando os profissionais se entusiasmam com os processos deixam de cumpri-los por obrigação.
4. Estruturas Funcionais – Elaboração de estruturas que possibilitem uma multiplicação constante do trabalho. São rasas e flexíveis, imprimindo maior velocidade na tomada de decisões e agilidade para responder a um mundo em mudanças.
5. Missão, Visão e Propósitos compartilhados por todos.
6. Grupos de trabalhos mais orientados – Pequenos grupos de convivência que estudem processos de seus interesses e contribuam para os resultados da empresa, mas que também convivam socialmente.
7. Disseminar os conhecimentos, os projetos de sucesso, tornando a comunicação clara no ambiente e estimuladora a novas práticas de Inovação. Ampliar a rede de relacionamentos através desses contatos intersetoriais.
8. Relacionamentos marcados pelo amor – O estímulo de hábitos que demonstre amor e compaixão uns pelos outros, como cordialidade, respeito, boa convivência e ética nas relações.