Pós- 4 Anos
31 de maio de 2007 às 20:56
Management Silva foi definido como aluno-pesquisador do curso de administração de uma IES brasiliana. Durante seus anos de academia, lutou contra os preconceitos que norteiam o real e o imaginário da sociedade, com o intento de fazer diferença no mercado de trabalho.Assim,instituiu a perseverança como seu lema e o conhecimento como seu escudo. Ambos, a cada semestre, foram retratados nas dispendiosas horas de estudo, nos poucos recursos financeiros para aquisição de livros técnicos e complementares, na necessidade de saber conciliar o estágio e as atividades universitárias, cujo propósito não estava centralizado apenas em obter o título de Administrador. Mas, sobretudo, em consolidar pilares na vida pessoal e profissional.
Depois de 4 anos, agora já graduado, “animou-se” ao vislumbrar o emergente imperativo de estar inserido no mercado de trabalho como portador de qualificação superior. Porém, aos poucos se deparou com a falta de reconhecimento do mesmo ao seu empenho,acirrada competição mercadológica e ainda, noutras vezes empresas engavetaram ou adicionaram seu currículo a um banco de dados pertinente a uma cultura de negócios solidificada no QI.
A ilustração acima expõe a realidade do profissional recém-formado proveniente de uma instituição particular. Mas, que por sua vez, também aflige o estudante do estabelecimento público independente da graduação escolhida. São fatores conseqüentes de uma nova roupagem da insanidade imposta pelo sistema capitalista e demasiadamente acentuada no cenário sócio-econômico da “Terra Brasilis.”
Embora, a mídia televisiva utilize rebuscados artifícios para assegurar o aumento das vagas de empregos e ratificar a inexistência de mão de obra qualificada no país, nota-se que a dimensão do problema ultrapassa as manchetes cotidianas, pois o desprezo atrelado à exacerbada apreciação da experiência no exercício da função, bem como a vulgarização do estágio e restritas oportunidades ao novo profissional são alicerces do vicioso ciclo de auto-organização do Capital.
Porquanto, com relação ao mais “jovem trabalhador”, o sonho da materialização do poder individual e coletivo parece cada vez mais distante. Até porque, desde a mudança da produção artesanal para o capitalismo, destarte as suas respectivas variações, o trabalhador, seja de colarinho branco,seja de macacão azul, tem se tornado um fantoche funcional e flexível ao processo de mutação do sistema citado.
Sem alternativas, devido às exigências e a hospitalidade duvidosa. A necessidade de adaptar-se a mundo business fala mais alto. Tanto para ser efetivado, quanto para manter sua empregabilidade e até mesmo aceitar uma colocação menos qualificada.
O que fazer? Erguer a voz? Ficar calado ou tecer suas idéias em prosa e verso?
Emoção à parte deve-se agir pela lógica dos fatos. Colocar em prática a peculiar característica de um competente administrador: A capacidade analítica e o pensamento racional.
E dizem por aí, que Administração não tem utilidade!

Compartilhe

Sobre o autor
Karla Sampaio
Graduada em Administração de Empresas e Pós-Graduanda em Gestão de Pessoas pela Faculdade de Tecnologia e Ciências- FTC/Vitória da Conquista.

Mais do autor

Comentários