"Negoférias"

Já é considerável o número de empresas, especialmente nos Estados Unidos, que oferecem aos seus funcionários um “novo tipo de benefício”: as “negoférias”.

Muito apropriadas aos workaholics , mas também muito recomendada àqueles que, percebendo a intensidade da mudança qualitativa na competitividade, decidiram adotar a sábia estratégia de aprender mais rápido que a concorrência!

As “negoférias” são, é claro, um mix de férias com negócios. Imagine que sua empresa está interessada em estreitar o relacionamento com empresas chinesas ou indianas. Ao invés de enviá-lo durante o período útil de trabalho para uma reunião ou visita técnica, sua empresa “propõe” patrocinar as suas férias na China ou na Índia, desde que você dedique uma parte (em geral um terço) do seu tempo ao trabalho. O mesmo raciocínio se aplica em dedicar parte das suas férias a congressos, eventos, ou períodos de MBAs.

Você usufrui da parte free time do pacote, economiza uma série de despesas relativas à viagem, hospedagem, alimentação, aproveita alguns benefits a que faça jus e contribui com as estratégias da organização ao mesmo tempo em que aprende importantes questões conceituais referentes a outras culturas e organizações. Neste mundo globalizado, se há uma coisa que não podemos desprezar é, justamente, a possibilidade de conviver com a diversidade global in loco .

Estas práticas, que tendem a se tornar muito comuns em um futuro bem próximo, nos colocam frente a uma necessária revisão do posicionamento de uma série de estratégias de RH e a uma profunda reflexão sobre o universo humano dos profissionais e suas diferentes reações diante dessas novas “obrigações/oportunidades”. Quais seriam as repercussões na qualidade de vida de profissionais constantemente envolvidos com um regime de negoférias? Como ficariam as suas relações familiares? Com que freqüência um profissional em regime de negoférias faria contato com a matriz? Quanto isso afetaria a sua real possibilidade de reduzir os níveis de ansiedade e estresse durante as férias?

Ócio criativo ou negoférias, professor De Masi?

Esta é mais uma dentre as múltiplas questões propostas ao RH de um futuro bem próximo. Será que estamos vivendo uma evolução, uma paranóia, uma obsessão ou apenas um modismo que como todos se perpetuam, mas apenas em pequenos nichos?

No mesmo mundo onde muitas empresas permitem que seus colaboradores tenham de 20% a 30% do tempo livre para desenvolver projetos pessoais (como algumas empresas do vale do silício e a própria Microsoft, por exemplo), como ficamos quando uma dose de trabalho “invade” (ainda que com nosso consentimento, que às vezes é compulsório) as nossas tão sonhadas e esperadas férias?

Será a solução conseguirmos implantar condições de trabalho que valorizem projetos pessoais, família e qualidade de vida dentro e fora do trabalho como um todo, e nesta situação aliviar o caráter de “tábua da salvação” das férias? Esta é a reflexão que queremos iniciar com este pequeno artigo.

Refletir e agir para termos o melhor do ser humano dentro do melhor das organizações, sem utopia, sem panacéias, mas com bom senso e coerência, este é o nosso papel como colaboradores do pensamento como base da contínua evolução do RH. Vamos pensar juntos e nos antecipar às conseqüências, a humanidade já pagou caro demais por não se antecipar às crises! 

Carlos Hilsdorf. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Referência nacional em desenvolvimento humano. Autor do best seller Atitudes Vencedoras.
www.carloshilsdorf.com.br





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Sobre o autor

Carlos Hilsdorf

Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México).

Economista, Pós Graduado em Marketing pela FGV e profundo pesquisador do Comportamento Humano.

Palestrante do Congresso Internacional de Educação, e do Fórum Internacional de Criatividade.

Autor do Best Seller “Atitudes Vencedoras”, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero (VEJA, "Guia de Carreira", ed. 1832). Autor especialmente convidado para os livros: Gigantes das Vendas, Gigantes da Motivação, Gigantes da Liderança, e Reimaginando a Administração.

Proferiu mais de 1.600 palestras.

Colunista de importantes veículos nacionais, é referência em desenvolvimento humano no país. 

Hilsdorf é presença constante nos principais congressos e fóruns empresariais de Administração, RH, Liderança, Marketing e Vendas do Brasil. 

Membro do Conselho Consultivo da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida).



www.carloshilsdorf.com.br

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A economia mundial irá se recuperar em 2009?

Completamente.
Moderadamente.
A economia não irá se recuperar em 2009.





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